Invisível

Minha maior dúvida de hoje se resume em saber o que acontece dentro de mim ao presenciar um simples “olá”. Toda a minha resistência que fora cultivada em uma terra estéril de sentimentos vai se partindo, se quebrando, se dissolvendo… até que os meses de trabalho duro para conseguir um autocontrole digno nas mínimas situações se perdem no ar em uma fração de segundo. E então o eu simpático, meigo e delicado que estava sendo devorado pelo tempo renasce. E renasce mais forte. E então volto a ser, em questão de segundos, o fogo que eu era. O fogo que não mede palavras, que sorri involuntariamente, que aquece, que acolhe e que livra do frio cortante do inverno com um simples abraço. Volto a me importar com os sentimentos dos outros, volto a prezar pelos sentimentos dos outros. Me torno alguém sem barreiras para amar.
Amor.
Então é isso. Esse furacão que me leva o autocontrole atende por “amor”. A onda de emoções que passeia por mim, leva os maus sentimentos e me torna algém melhor chama-se “amor”. E literalmente, a resposta esteve dentro de mim durante todo esse tempo, por mais que eu quisesse camuflá-la e pintá-la de cinza. Todos os meus esforços para manter minha consciência sã são bruscamente interrompidos pelo amor e por todas as suas cores, que me inundam e que me trazem de volta à vida.
Não tenho mais dúvidas. A resposta para a interrogação que me afligia é tão simples, mas para achá-la levei quase a metade de uma eternidade. Eu ainda o amo, querido.

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