Mais um romance tem remédio

Depois de buscar fórmulas inexistentes para superar a imensa vontade de lembrar, finalmente ela conseguiu enxergar o que havia sido predestinado há meses. Anos, talvez. Algo que alguém já desejou que acontecesse, mas que a moça não pensou em realizar o desejo por considerá-lo estúpido e insano. Mal sabia a moça que agora, neste exato momento, sua vida teria sido menos conturbada se aceitasse o que lhe fora previsto antes de sua vida se transformar numa bagunça. Mas dessa moça não exijo muito porque sei que sua mente não consegue ficar em paz ao fazer escolhas, em especial as mais difíceis. À primeira vista, há algum tempo, não parecia uma escolha tão difícil. Recusar com um sorriso tímido já parecia o bastante para demonstrar a falta de interesse. Mas a moça não conhece muito da vida, que traçou fortemente em seu destino sinuoso esse alguém que fora suavemente desenhado tempos atrás, e agora escolher entre o presente que já foi passado e o passado menos distante é quase impossível. Mesmo tendo recusado a pequena proposta antes, a moça não se sente arrependida porque agora ela aprendeu a ganhar das suas lembranças, usando as próprias lembranças. A moça agora se sente feliz, mais do que era antes. Se sentir livre de novo lhe encheu de felicidade e vontade de viver. Ela se perguntava há quanto tempo não se sentia tão bem assim e porque o seu passado mais distante não tinha voltado antes, nos momentos em que ela mais precisou. E por ironia, ganhou usando as lembranças mais fracas e distantes, que chegaram ao presente muito mais fortes do que qualquer outra. Aprendeu a ganhar, mas lhe falta vencer. Ganhou uma ou duas vezes. E quando estava ensaiando uma terceira vitória, não teve mais forças para continuar porque seu objetivo saiu de foco e seus pensamentos ficaram presos em outro alguém, cujos laços eram muito mais fortes. Cujas lembranças ficaram mais fortes do que as do seu objetivo. Um alguém que deveria ser apagado de seu destino o mais rápido possível, porque tudo que a moça havia conquistado foi facilmente perdido por causa do tal alguém que lhe havia lhe tomado a vontade de ser feliz. Para sua sorte, quase tudo, porque agora a moça já aprendeu os truques para se dar bem e driblar a própria sorte. Agora, só lhe falta oportunidade para driblá-la de vez e vencê-la. E que o outro alguém não reapareça, porque ela não consegue se reerguer tão fácil assim.

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